15M avança com queixa contra ex-diretor do Bankia

Adesão popular à campanha que pediu 15 mil euros para poder avançar com uma queixa-crime contra Rodrigo Rato, ex-presidente do Bankia, por gestão danosa, foi um sucesso. Em apenas um dia, "indignados" recolheram a verba necessária.

O movimento 15M anunciou hoje, na sua página do Twitter, que conseguiu obter os 15 mil euros necessários para poder avançar com uma queixa contra o ex-presidente do Bankia, Rodrigo Rato, por gestão danosa. Os "indignados" afirmam na sua página que a queixa irá ser apresentada no próximo dia 14.

"Estaremos em Madrid, entre as 10.00 e as 14.00 para apresentar formalmente a queixa", afirmam os responsáveis do movimento, revelando na rede social que conseguiram, em apenas um dia, recolher os 15 mil euros necessários para fazer avançar o processo contra o também ex-diretor-geral do Fundo Monetário Internacional (FMI).

A campanha de recolha de donativos foi lançada com o nome "#QuerellaRato", apelando aos cidadãos para fazerem donativos de modo a que a queixa pudesse ser apresentada nos tribunais pelo movimento. A resposta foi imediata e o 15M afirma que "foram pulverizados todos os recordes", uma vez que foram recebidos, em apenas um dia, apoios de 50 accionistas, bem como dezenas de testemunhos de trabalhadores da própria entidade bancária.

"A mensagem é clara", afirma o movimento, adiantando que "o resgate que está a ser planeado pelo Governo PPPSOE [PP, que governa, mais a oposição socialista] e pela 'troika', é a venda de um povo inteiro, deixando-o sem direitos, sem voz e sem pão só para conservar os privilégios de alguns".

Aceda aqui à página do movimento

Os promotores da iniciativa estimaram em 15 mil euros a quantia necessária para apresentar a queixa em tribunal e calculam que sejam ainda precisos outros 80 mil euros adicionais para se poder financiar uma investigação às actividades de Rodrigo Rato à frente do Bankia. Como estão em causa valores elevados, o 15M compromete-se a informar os cidadãos do destino dado "a cada euro" recolhido na campanha.

Na sua página do Twitter,o 15M afirma ainda que: "Para nós é indiferente que o Governo, as instituições e os meios de comunicação a seu soldo finjam que não existimos; já demonstrámos que não precisamos deles batendo todos os recordes de organização, mobilização, solidariedade e inteligência coletiva".