Vários candidatos da oposição participam em manifestação no centro de Minsk

Cinco dos nove candidatos da oposição ao cargo de Presidente da Rússia reuniram-se junto da Casa dos Sindicatos, no centro da capital bielorrussa, onde decorre uma manifestação de protesto contra a forma como decorreram as eleições presidenciais.

Um deles, Nikolai Statkevitch, declarou que as sondagens à boca das urnas dão a Alexandre Lukachenko "apenas 31% dos votos". O sexto candidato, Vladimir Niklaev, foi agredido pela polícia e transportado para o hospital com um traumatismo craniano. Segundo jornalistas presentes no centro de Minsk, mais de dez mil pessoas com bandeiras vermelhas e brancas bielorrussas, panos com a inscrição "Viva a Bielorrússia!", gritam "eleições livres sem Lukachenko!". Os manifestantes cortaram algumas das artérias centrais da cidade e dirigem-se para o edifício da Comissão Eleitoral Central.

Entretanto as autoridades, através de instalações de som no local, tentam que os manifestantes não ouçam os apelos dos dirigentes da oposição. Perto do local onde se encontram os manifestantes há autocarros com polícia, mas esta ainda não começou a actuar.

Os adversários de Lukachenko, através da Internet, apelam aos bielorrussos a dirigirem-se para o centro da cidade. Lukachenko dirige a Bielorrússia há 16 anos com braço de ferro e quer agora manter-se à frente do país durante mais cinco anos.

Ler mais

Exclusivos

Premium

Henrique Burnay

Discretamente, sem ninguém ver

Enquanto nos Estados Unidos se discute se o candidato a juiz do Supremo Tribunal de Justiça americano tentou, ou não, há 36 anos abusar, ou mesmo violar, uma colega (quando tinham 17 e 15 anos), para além de tudo o que Kavanauhg pensa, pensou, já disse ou escreveu sobre o que quer que seja, em Portugal ninguém desconfia quem seja, o que pensa ou o que pretende fazer a senhora nomeada procuradora-geral da República, na noite de quinta-feira passada. Enquanto lá se esmiúça, por cá elogia-se (quem elogia) que o primeiro-ministro e o Presidente da República tenham muito discretamente combinado entre si e apanhado toda a gente de surpresa. Aliás, o apanhar toda a gente de surpresa deu, até, direito a que se recordasse como havia aqui genialidade tática. E os jornais que garantiram ter boas fontes a informar que ia ser outra coisa pedem desculpa mas não dizem se enganaram ou foram enganados. A diferença entre lá e cá é monumental.

Premium

Ruy Castro

À falta do Nobel, o Ig Nobel

Uma das frustrações brasileiras históricas é a de que, até hoje, o Brasil não ganhou um Prémio Nobel. Não por falta de quem o merecesse - se fizesse direitinho o seu dever de casa, a Academia Sueca, que distribui o prémio desde 1901, teria descoberto qualidades no nosso Alberto Santos-Dumont, que foi o verdadeiro inventor do avião, em João Guimarães Rosa, autor do romance Grande Sertão: Veredas, escrito num misto de português e sânscrito arcaico, e, naturalmente, no querido Garrincha, nem que tivessem de providenciar uma categoria especial para ele.