Infanta Cristina vai responder por fraude fiscal

O juiz José Castro decidiu manter a acusação da irmã do Rei Felipe VI, dizendo que esta beneficiou dos negócios ilegais do marido no caso Nóos.

A infanta terá de responder em tribunal por "dois alegados crimes contra o Tesouro público e um por branqueamento de capitais", segundo o tribunal de Palma de Maiorca, onde há quatro anos o caso está a ser investigado.

O juiz manteve ainda a acusação contra o marido de Cristina, Iñaki Urdangarín, que é suspeito de nove crimes, entre os quais fraude fiscal, falsificação de documentos ou prevaricação. A decisão pode ainda ser alvo de recurso.

Urdangarín é acusado do desvio de seis milhões de euros dos cofres públicos, através da fundação Nóos, alegadamente sem fins lucrativos. Segundo o juiz, Cristina terá beneficiado dos negócios do marido através da empresa Aizoon, que detinha a meias com ele.

No texto, o juiz José Castro apela ao Ministério Público e às acusações particulares para que solicitem a abertura da instrução do julgamento, formulando por escrito a sua acusação num prazo de 20 dias.

O procurador anticorrupção Pedro Horrach confirmou já, hoje de manhã, que vai recorrer da decisão do juiz por considerar que "continua a não haver qualquer elemento contra" a infanta.

Horrach considerou que esta é a única discrepância que tem tido com o juiz Castro neste processo.

O escândalo foi um dos que abalou o rei Juan Carlos e que contribuiu para a sua decisão de abdicar a favor do filho, que na proclamação prometeu manter uma conduta "honesta e transparente". Desconhece-se que impacto poderá ter este caso em Felipe VI.

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