Ikea utilizou trabalho forçado de prisioneiros políticos

A multinacional sueca do mobiliário Ikea utilizou prisioneiros políticos da antiga Alemanha Oriental como trabalhadores forçados nas décadas de 1970 e 1980, de acordo com um programa de investigação da cadeia pública de televisão sueca.

A reportagem do programa Uppdrag Granskning descobriu documentos que provam a utilização, por parte da empresa sueca, de trabalho forçado de prisioneiros de consciência, segundo os anúncios do programa, que tem emissão prevista para quinta-feira no canal de televisão SVT.

Os jornalistas do programa descobriram os documentos nos arquivos da Stasi, a polícia secreta da antiga Alemanha de leste, ainda de acordo com os anúncios. A SVT não adiantou mais pormenores sobre as acusações.

À agência noticiosa sueca TT, a Ikea disse já que está a investigar o assunto.

"Já requisitámos documentos dos arquivos da antiga Stasi e estamos a entrevistar pessoas que já trabalhavam então na Ikea", afirmou à agência noticiosa Jeanette Skjelmose, gestora de assuntos sociais e ambientais do grupo.

"Até agora, não há indicações de que tenhamos pedido que fossem usados prisioneiros no processo de fabrico, ou que tenhamos conhecimento disso. O que estamos agora a investigar é isso aconteceu de qualquer das formas, sem o nosso conhecimento", acrescentou.

O grupo Ikea, que não está cotado na bolsa, é o maior vendedor mundial de mobiliário, com vendas de 25 mil milhões de euros em 2011 e 131 mil colaboradores, no finai do seu mais recente ano fiscal, que terminou em agosto de 2011.

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