Honras de Estado no funeral de Adolfo Suárez

O funeral de Estado em memória do ex-primeiro-ministro espanhol Adolfo Suárez, que morreu a 23 de março, aos 81 anos, realizou-se hoje na Catedral de la Almudena, em Madrid, cinco dias depois das exéquias privadas em Ávila, sua cidade natal.

O vice-primeiro-ministro, Paulo Portas, representou o Estado português no funeral de Adolfo Suárez.

A cerimónia teve início às 19:00, na Catedral de Santa María la Real de la Almudena, e contou com a presença da família real espanhola, das altas autoridades do Estado, da família Suárez e de representantes de diversos setores da sociedade.

Adolfo Suárez, considerado o artífice da democracia em Espanha, chefiou o primeiro governo após a ditadura do general Francisco Franco, tendo, nos primeiros 11 meses em que esteve no poder, aprovado a lei da amnistia, legalizado partidos e sindicatos e convocado eleições livres em 1977, que venceu legitimamente.

Teve, assim, direito a uma despedida com as máximas honras e, para tal, o Governo pôs em marcha, pela segunda vez em democracia, o protocolo fúnebre de Estado previsto para os ex-presidentes do executivo, organizado de acordo com a vontade da família (a primeira vez foi em dezembro de 1982, quando morreu o segundo chefe do executivo do período democrático, Leopoldo Calvo-Sotelo).

A distribuição dos convidados seguiu as normas de precedência definidas pelo protocolo, consagradas no Real Decreto 2099/83, e a família ocupou um lugar privilegiado no templo, nas primeiras filas do lado esquerdo da nave central de la Almudena.

O cardeal arcebispo de Madrid, Antonio María Rouco Varela, oficiou o funeral a que presidiram os reis, Juan Carlos e Sofia, que ocuparam um lugar de destaque junto ao livro dos evangelhos. Atrás deles, ficaram os príncipes das Astúrias e os restantes membros da família real espanhola.

Também nos primeiros bancos da catedral e do lado dos reis ficou o primeiro-ministro, Mariano Rajoy, juntamente com as altas autoridades do Estado: os presidentes do Congresso e do Senado, o presidente do Tribunal Constitucional e o do Conselho Geral do Poder Judicial.

Ao seu lado, a vice-primeira-ministra e os ministros, seguidos dos ex-primeiros-ministros Felipe González, José María Aznar e José Luis Rodríguez Zapatero.

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