Homenagens a Franco proibidas em dia de eleições

A Junta Eleitoral Provincial de Madrid proibiu hoje os tradicionais actos de homenagem a Francisco Franco e ao fundador da Falange, José Antonio Primo de Rivera, por coincidirem, este ano, com as eleições legislativas do próximo domingo.

A decisão obriga as diferentes associações e grupos que anualmente convocam a concentração na Praça do Oriente, em memória de Franco e Primo de Rivera, a adiar a jornada de homenagem uma semana, para 27 de Novembro.

Outros actos em torno a essa comemoração - previstos para os dias anteriores que são de campanha e de reflexão - foram igualmente proibidos.

O ditador espanhol morreu em 20 de Novembro de 1975 e, desde aí, os seus apoiantes realizam actos de homenagem que se celebram tanto em Madrid como no monumento do Vale dos Caídos, nos arredores da capital, onde está o seu túmulo.

Ainda que as celebrações na capital tenham sido proibidas por coincidirem com as eleições legislativas, no domingo haverá uma missa na basílica do Vale dos Caídos, onde se prevê que participe a filha do ditador, Carmen Franco Polo.

Entretanto, várias organizações antifranquistas convocaram para o dia anterior, sábado, uma concentração em frente ao Vale dos Caídos, para "denunciar a falta de espírito democrático das autoridades e o seu medo de actuar, de forma contundente e clara, no Vale dos Caídos, o único monumento de exaltação ao fascismo que ainda existe na Europa".

Quando anunciou a convocatória das eleições para 20 de Novembro, o chefe do governo espanhol, José Luis Rodríguez Zapatero, desdramatizou o facto do voto coincidir com o aniversário da morte de Franco.

"Para mim é um dia como outro qualquer", disse, explicando que essa era a data que permitia a formação de um novo governo antes de 1 de Janeiro, a aprovação de leis pendentes em setembro e evitar as pontes no início de Novembro.

Mais Notícias

Outros conteúdos GMG