Homem que se suicidou era contra casamento gay

Um septuagenário da extrema-direita, opositor ao casamento gay, suicidou-se hoje com uma arma de fogo em Notre-Dame, Paris, levando à evacuação da catedral, um dos locais mais turísticos da capital francesa.

O homem, já identificado como Dominique Venner, de 78 anos, suicidou-se diante do altar da catedral de Notre-Dame cerca das 14h00 com uma arma de fogo, avança a France Presse.

O indivíduo era historiador, ensaísta e ativista do movimento de extrema-direita radical há mais de 50 anos.

Num comentário que escreveu no seu blogue antes de cometer suicídio, o homem dizia que os opositores do casamento gay não se podiam limitar a recusar o casamento gay e que o perigo real era a substituição da população da França e da Europa, numa aparente alusão à população imigrante de origem não europeia.

O homem dizia ainda que eram necessários "novos gestos, espetaculares e simbólicos, para sacudir a sonolência, fazer tremer consciências anestesiadas e despertar a memória das nossas origens".

De acordo com o reitor da catedral, Dom Patrick Jacquin, citado pela France Presse, o indivíduo deixou uma carta, à atenção dos investigadores.

Depois do incidente, as autoridades procederam à evacuação da catedral, um dos principais pontos turísticos de Paris. Desconhece-se quantas pessoas se encontravam no interior.

Este é o segundo suicídio em Paris num local público em poucos dias. A 16 de maio, um homem de 50 anos matou-se na entrada de uma escola primária, com uma espingarda de canos cerrados, chocando dezenas de crianças que assistiram à cena.

Desta vez, o homem quis manifestar-se contra o casamento homossexual, que vai poder realizar-se em França a partir de junho, depois de a lei ter sido aprovada no Parlamento e no Conselho Constitucional e de ter sido promulgada pelo presidente François Hollande.

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