Hollande expulsou mais ciganos que Sarkozy

O ex-presidente francês, Nicolas Sarkozy, era acusado de estigmatizar a população cigana. François Hollande, que defendeu o "dever de integração" durante a campanha eleitoral, foi contudo responsável em 2013 pela expulsão de mais ciganos que o seu antecessor.

Segundo a Liga dos Direitos Humanos e o European Roma Rights Centre, que combate a discriminação da comunidade cigana na Europa, no ano passado, cerca de 20 mil ciganos foram expulsos dos seus campos em França. Duas vezes mais que no ano anterior.

Em 2013, segundo o estudo citado pela AFP, as autoridades desmantelaram 165 dos 400 acampamentos conhecidos em França, expulsando 19380 pessoas dos seus lares - contra 9404 em 2012 (97 acampamentos) e 8455 em 2011.

Houve ainda 22 evacuações por causa de incêndios, afetando mais 2157 pessoas.

Menos de 17 mil ciganos, principalmente oriundos da Roménia e da Bulgária, vivem em acampamentos ilegais, segundo os dados oficiais. O número de expulsões é superior, porque algumas pessoas foram expulsas em mais do que uma ocasião.

"Estas evacuações forçadas são a expressão de uma política de rejeição" dos ciganos, que "piorou" com a chegada da esquerda ao poder, lamentam os autores do relatório. "As autoridades só desejam uma coisa: o seu regresso aos países de origem", acrescentam, dizendo que esta política é "injustificável, cara e inútil", já que não pode impedir o regresso dos ciganos a França.

Em setembro, o ministro do Interior, Manuel Valls, provocou polémica ao pôr em causa a vontade dos ciganos se integrarem na sociedade.

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