Helmut Kohl felicita Merkel pelos seus 60 anos

O ex-chanceler alemão e pai da reunificação do país, Helmut Kohl, deu os parabéns a Angela Merkel, esta quinta-feira, pelo seu 60º aniversário, aproveitando também a ocasião para aconselhar a chefe do Governo alemão a prosseguir com uma política de unificação da Europa.

O antigo chanceler (1982-1998) de 84 anos disse que "apesar de tudo, o nosso longo percurso de quase 70 anos de paz é um sucesso único e impressionante do nosso país e da Europa unida ao lado de nossos amigos americanos, no livre mundo ocidental e na sua comunidade de valores", cita a AFP. Dessa forma, Kohl incentiva Merkel a consolidar "a ideia de manter o compromisso com a Europa unida", para continuar a existir união política e a necessária estabilidade.

"A Europa unida e o euro estão sem alternativas para uma paz duradoura e para a liberdade, para a estabilidade e a segurança no nosso continente", acrescentou o político do partido da União Democrata-Cristã, agora liderado por Angela Merkel.

Angela Merkel, que comemora hoje o seu 60º aniversário, embarcou numa carreira política como protegida de Helmut Kohl, que lhe chamava "Das Mädchen", "A Rapariga". As relações entre os dois azedaram quando Kohl foi investigado por uma suposta participação em financiamentos ilegais durante os seus governos, com Merkel a distanciar-se do seu mentor.

Esta não é a primeira vez que Helmut Kohl aproveita para 'chamar à atenção' a chanceler alemã para os problemas da União Europeia. Inclusive já foram muitas as críticas que o político lançou a Merkel, referindo a forma que ele considera "perigosa" como esta tem lidado com a corrente crise da dívida soberana na zona euro e o seu papel no desenvolvimento do projeto europeu e da moeda única.

A chanceler, que em dezembro começou o seu terceiro mandato, comemorará esta noite o seu aniversário na sede da CDU em Berlim, com mil convidados, incluindo os ministros de seu governo de coligação com os sociais-democratas do SPD. No programa prevê-se uma noite de discussões científicas, incluindo um discurso do historiador alemão Jürgen Osterhammel.

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