Grécia pediu ajuda à Interpol no caso "Maria"

A Interpol vai procurar os familiares da menina loura de olhos verdes que no dia 16 foi encontrada num acampamento cigano em Farsala, depois de as autoridades gregas terem pedido ajuda a esta organização de cooperação policial internacional, confirmou esta noite Ronald Roble, secretário-geral da Interpol, à margem de uma conferência da assembleia geral da organização.

Também no site da Interpol pode ler-se um comunicado nesse sentido, dizendo que foi lançado um alerta amarelo para tentar identificar a criança. "Maria", foi esse o nome provisório que lhe deram enquanto não sabem quem são afinal os seus verdadeiros pais.

O casal com quem vivia como filha foi detido por suspeita de rapto, depois de testes de ADN terem confirmado que não eram eles os pais da menina. Enquanto não se descobre a sua verdadeira origem, "Maria", que terá entre 4 e 6 anos de idade, será acolhida pela associação grega "O Sorriso da Criança".

"A primeira coisa que fizemos foi comprar o perfil de ADN enviado pelas autoridades gregas a fim de o comparar com as nossas bases de dados e não há nenhuma coincidência",afirmou Roble, confirmando uma informação que já tinha sido avançada pelas autoridades gregas.

O que se pretende agora é que, em cada um dos 190 países membros da Interpol, o ADN de "Maria" seja comparado com as bases de dados nacionais de cada um desses países para ver se há alguma compatibilidade ou não.

"Se alguém aparecer num país a dizer que é familiar da menina o que pedimos a esse país é que recolha o perfil de ADN e o envie à Interpol", explicou o presidente da organização de cooperação policial internacional com sede em Lyon (França).

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