Grécia e 'troika' à beira de acordo sobre novas medidas

O Governo grego e a 'troika' estão perto de chegar a um acordo final sobre as novas medidas de austeridade necessárias para evitar a bancarrota na Grécia, de acordo com a agência de notícias AP, que cita um funcionário europeu sob anonimato.

Os peritos da União Europeia (UE), do Banco Central Europeu (BCE) e do Fundo Monetário Internacional (FMI) têm estado a rever a aplicação das medidas de austeridade da Grécia.

Uma vez que o país está a falhar algumas das metas orçamentais definidas no programa de resgate, nomeadamente a redução no défice, o relatório dos peritos virá acompanhado de novas medidas de austeridade, que poderão incluir um limite inferior aos impostos sobre o rendimento e o aumento dos impostos sobre o tabaco, o combustível e refrigerantes. A revisão do programa de austeridade é central para ser libertada a quinta tranche do empréstimo destinado à Grécia, no valor de 12 mil milhões de euros, assim como para um eventual novo empréstimo. Segundo a imprensa internacional, a União Europeia estará a preparar um novo empréstimo à Grécia entre 60 e 70 mil milhões de euros, tendo em conta os montantes que o país precisaria de ir buscar aos mercados para cumprir suas obrigações.

Segundo a AP, os peritos internacionais e o Governo grego já começaram a elaborar uma declaração que sublinhe as principais conclusões da revisão do programa de austeridade, mas alguns pormenores ainda estarão a ser ultimados. A Grécia tem previsto privatizar pelo menos 50 mil milhões de euros em participações acionistas do Estado em empresas privadas de modo a ajudar a equilibrar as contas públicas e alcançar as metas de défice.

No entanto, os seus credores continuam frustrados com a lentidão dos progressos que o país tem feito e têm pressionado as instituições europeias e o FMI para estarem envolvidos no processo de privatização, o que tem sido considerado pelos gregos como uma violação de sua soberania nacional. O presidente do BCE, Jean-Claude Trichet, disse hoje que a UE deve ter a capacidade de vetar as decisões de gastos de países que recorreram à ajuda financeira e que não conseguiram cumprir as metas acordadas, como a Grécia.

O responsável falava à margem de uma cerimónia em que recebeu, em Aachan (Aix-la-Chapelle), na Alemanha, o Prémio Carlos Magno, e na qual defendeu que os Governos devem considerar a criação de um Ministério das Finanças com competências na zona euro e defendeu uma "ação mais decidida" contra países incumpridores.

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