Governo desmente estado de emergência na Ucrânia

O Presidente Viktor Ianukovitch não decretará o estado de emergência na Ucrânia, enquanto prosseguirem as negociações com os partidos da oposição e se os seus partidários não voltarem a ocupar edifícios oficiais na capital, Kiev. A garantia foi dada pelo ministro dos Negócios Estrangeiros Leonid Kozhara, poucas horas antes de nova reunião de alto nível entre Ianukovitch e os representantes da oposição.

"Não há qualquer intenção em decretar o estado de emergência. Essa medida não tem atualidade", garantiu hoje o ministro dos Negócios Estrangeiros ucraniano, Leonid Kozhara, antes do início de nova ronda negocial entre o Presidente Viktor Ianukovitch e os dirigentes dos três principais partidos da oposição.

Kozhara afirmou que seria discutido na reunião uma amnistia para todos os manifestantes, a reforma da Constituição, mudanças na composição da Comissão Eleitoral e as leis restritivas do direito de manifestação, aprovadas no Parlamento no passado dia 16. O ministro afirmou que todas estas questões estarão na ordem do dia na sessão extraordinária do Parlamento que se realiza amanhã. Dia em que a responsável da diplomacia da União Europeia (UE), Catherine Ashton, está em Kiev para contactos com Ianukovitch e os líderes da oposição.

Kozhara fez-se eco das palavras da ministra da Justiça, Olena Lukach, que ameaçara com aquele cenário se os manifestantes não abandonassem os edifícios oficiais, em particular o seu próprio ministério ocupado domingo por um dos movimentos mais radicais da oposição.

A oposição continua a manifestar-se disponível para negociar, mas deixou claro, antes do encontro com Ianukovitch, que, após dois meses de contestação, "a paciência das pessoas, irritadas com a surdez do poder, pode atingir o limite a qualquer momento".

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