Governo de Chipre anuncia vasto plano de privatizações

As autoridades de Chipre aprovaram hoje um calendário para a privatização de empresas estatais com o objetivo de garantir um encaixe de 1,4 mil milhões de euros, previsto no plano de resgate negociado com os credores internacionais.

A empresa estatal de telecomunicações CYTA será a primeira a ser vendida dentro de dois anos, seguindo-se a companhia de eletricidade e a administração dos portos, de acordo com um plano aprovado pelos ministros e divulgado pelo porta-voz do executivo, Christos Stylianides.

Sob pressão dos credores internacionais (UE, BCE e FMI), o governo cipriota foi forçado a elaborar um plano de privatizações, condição prévia para o envio da próxima parcela de ajuda, de 180 milhões de euros, incluída num plano de resgate que atinge 10 mil milhões de euros.

Em troca do empréstimo, motivado pela grave crise financeira na ilha mediterrânica, os credores solicitaram a liquidação do Laiki, o segundo maior banco, e a aplicação de um imposto sobre os depósitos acima de 100.000 euros no Bank of Cyprus, a principal instituição bancária do país.

A 'troika' do Banco Central Europeu (BCE), Comissão Europeia (CE) e Fundo Monetário Internacional (FMI) também pediu a aplicação de duras medidas de austeridade e a venda de empresas públicas.

O objetivo consiste em garantir mil milhões de euros em meados de 2016 e mais 400 milhões de euros até 2018, destinados à redução da dívida pública.

O porta-voz do governo da República de Chipre, a parte grega da ilha dividida reconhecida internacionalmente e membro UE e da zona euro, precisou não existir um "modelo único" para as privatizações e referiu-se a "opções flexíveis" para a venda das diversas empresas incluídas no plano.

"A primeira desnacionalização ocorrerá dentro de dois anos e entretanto vão ser adotadas de forma sistemática diversos preparativos e reformas", esclareceu Stylianides.

O porta-voz disse que as empresas precisam de ser reestruturadas para se tornarem atrativas aos potenciais investidores estrangeiros e com o preço mais elevado possível, a justificação da opção para não serem vendidas até 2016, quando se espera o fim da recessão em Chipre.

O anúncio já suscitou a apreensão dos trabalhadores das empresas selecionadas para a privatização, que receiam ser despedidos, quando o desemprego já atinge os 17% em Chipre.

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