Governante norte-americana pede desculpa após maldizer União Europeia

A secretária de Estado adjunta dos EUA para a Europa apresentou hoje desculpas junto da União Europeia (UE), depois de ter empregado uma expressão pouco diplomática para se referir à UE a propósito da crise ucraniana.

Na gravação de uma conversa telefónica, disponibilizada hoje no Youtube, ouve-se Victoria Nuland dizer ao seu interlocutor: "A UE que se f..."

Nuland, cuja voz é claramente identificável, conversa com um homem que muito provavelmente é o embaixador dos EUA na Ucrânia, Geoffrey Pyatt. Os dois falam durante quatro minutos sobre a forma de resolver a situação política na Ucrânia.

A conversa, que parece ter sido gravado com desconhecimento dos seus protagonistas, e que foi difundida no Youtube antes de ser amplamente retomada no Twitter, não está datada e não é passível de autenticação.

A porta-voz do Departamento de Estado, Jennifer Psaki, não desmentiu a realidade da chamada telefónica, mas recusou dizer mais sobre "uma conversa diplomática privada".

Psaki, não obstante, acrescentou que Nuland tinha apresentado desculpas.

"Nós trabalhamos de uma forma particularmente estreita com a UE e os seus representantes e foi o que fez a secretária de Estado adjunta no caso da Ucrânia", explicou Psaki.

Victoria Nuland "tem estado em contato estreito coma chefe da diplomacia europeia, Catherine Ashton, com os seus homólogos europeus, e apresentou a suas desculpas (...) pelas afirmações que foram divulgadas", acrescentou a porta-voz.

Nuland encontra-se em Kiev e há semana que está particular e pessoalmente envolvida na procura de soluções para a crise entre o regime e a oposição, incluindo juntando-se aos manifestantes pró-europeus, no final de dezembro.

Ao telefone, os dois diplomatas norte-americanos falam da melhor estratégia na Ucrânia para procurar acabar com a instabilidade política e sobre os papéis da UE e da ONU.

Nuland cita o nome do diplomata da ONU Robert Serry, nomeado há poucos dias representante especial do secretário-geral para a Ucrânia.

"O tipo da ONU, Robert Serry, seria muito bom para ajudar a colar as coisas, ter essa cola ONU e, sabes, a UE que se f...", disse Nuland.

Psaki garantiu que não tem "detalhes de fonte independente sobre a origem do vídeo do YouTube", mas destacou a publicidade feita pelas autoridades russas a este assunto, ao divulgar o som na rede social Twitter.

A porta-voz do Departamento de Estado sugeriu mesmo que a gravação e a difusão da chamada telefónica poderiam ser obra da Rússia e dos seus serviços de informação.

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