Gordon Brown rejeita convocar eleições antecipadas

O primeiro-ministro britânico, Gordon Brown, rejeitou hoje um pedido do líder da oposição britânica, o conservador David Cameron, para convocar eleições gerais antecipadas, enquanto na Câmara dos Lordes dois membros foram suspensos por tráfico de influências.

O chefe do Governo britânico falava durante a sessão semanal de perguntas na Câmara de Comuns, que foi dominada por um caloroso debate sobre o escândalo do reembolso de despesas dos deputados do parlamento.

O líder conservador afirmou que as eleições, que estão previstas para meados de 2010, são agora necessárias para acabar com a "paralisia" do governo trabalhista provocada pelo escândalo, que levou à demissão, terça-feira, do presidente do parlamento Michael Martin.

Durante uma das suas intervenções, Brown insistiu que os deputados devem mostrar "humildade", reconhecer que todos os partidos cometeram "erros" e fazer tudo o que for necessário "para resolver o problema".

David Cameron acusou ainda o chefe do executivo de não ter sido eleito, de não comunicar com a população e de ter uma atitude arrogante face aos pedidos para a realização de eleições antecipadas.

Brown substituiu Tony Blair na liderança do Governo britânico em Junho de 2007, sem a convocação de eleições gerais.

Entretanto, a imagem do parlamento britânico sofreu hoje novo golpe com a suspensão de dois membros da Câmara dos Lordes reconhecidos como culpados de tráfico de influência, situação inédita em mais de três séculos de história parlamentar britânica.

Lord Peter Truscott e Lord Thomas Taylor, ambos membros do partido Trabalhista de Grodon Brown, foram suspensos depois de terem caído numa armadilha de jornalistas do Sunday Times que se fizeram passar por intermediários a favor de um empresa estrangeira de distribuição.

Os dois membros da Câmara Alta do parlamento aceitaram interceder para a aprovação de uma alteração legislativa favorável à dita empresa estrangeira, em troca de um pagamento entre 24 000 libras e 120 000 libras por ano (entre 25 000 euros e 127 700 euros).

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