Gárzon aguarda veredito de "consciência tranquila"

Baltasar Gárzon pode ser privado do direito ao exercício da atividade de juiz por 20 anos. Tribunal não divulgou data para anúncio da sentença.

O juiz Baltasar Gárzon disse ter a "consciência tranquila" no último dia do processo em que é julgado por ter investigado em 2008 os desaparecimentos durante a guerra civil em Espanha e sob o regime franquista.

O magistrado, de 56 anos, foi levado a tribunal por duas organizações de extrema-direita que o acusam de ter violado a lei de amnistia de 1977 ao procurar investigar aquelas situações.

"Posso garantir que tenho a consciência tranquila. Tomei as decisões que acreditei serem conformes ao direito para investigar os crimes generalizados de desaparecimento de pessoas", disse numa intervenção final perante o Supremo Tribunal de Madrid, onde decorreu o julgamento.

Não foi fixada data para anúncio da sentença.

O processo de Gárzon começou a 24 de janeiro depois de, em 2006, o juiz ter recebido um pedido da associações de defesa das vítimas para investigar o destino de mais de 114 mil desaparecidos. Em 2008, foi obrigado a desistir da investigação depois da Procuradoria ter denunciado o perigo "de atuação inquisitorial" incompatível com o Estado de Direito.

Gárzon pode ser condenado até 20 anos de interdição do exercício da atividade de juiz.

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