Funeral de Erich Priebke marcado por distúrbios

As cerimónias fúnebres do ex-oficial nazi Erich Priebke, que deviam realizar-se hoje numa igreja tradicional da localidade romana de Albano Laziale, foram suspensas por distúrbios registados na zona, onde se concentraram muitos elementos de extrema-direita e antifascistas.

Giusepe Pecoraro, presidente da Câmara de Roma (de que depende Albano Laziale), proibiu um grupo de ultranacionalistas de entrar na capela onde decorria a cerimónia fúnebre, para evitar que se convertesse numa exaltação nazi, noticiaram os media italianos, citados pela agência EFE.

O sacerdote suspendeu o serviço fúnebre, retirou os paramentos e abandonou o local, não se sabendo se o funeral prosseguirá noutra ocasião.

Antes, dezenas de habitantes desta comunidade de 40 mil habitantes deslocaram-se aos portões do Instituto religioso conservador que havia acolhido o corpo do antigo criminoso, onde fixaram uma faixa com a frase "Priebke Carrasco" e entoaram a canção da resistência ilaliana "Bella Ciao".

Fora da igreja, juntou-se um grupo de manifestantes que gritaram "Somos Todos Antifascistas", perante um forte dispositivo policial.

Antigo capitão das forças de elite nazis 'Waffen SS, Priebke, um dos últimos criminosos de guerra nazis ainda vivos e que festejou 100 anos no final de julho, morreu na sexta-feira em Roma.

Priebke, que tinha sido condenado em 1998 em Itália a prisão perpétua pela sua participação no massacre das grutas Ardeatinas, em Roma, em março de 1944, estava há muitos anos em prisão domiciliária em Roma, no apartamento do seu advogado.

O advogado do ex-nazi, Paolo Giachini, tinha anteriormente afirmado que Priebke seria enterrado junto da sua mulher na Argentina, onde viveu mais de 40 anos depois da II Guerra Mundial, mas o país recusou-se a receber o corpo.

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