França aconselha cidadãos a saírem do Mali

A França aconselhou hoje os seus cidadãos a saírem do Mali, apelando ainda para que sejam evitadas viagens para o país, onde nos últimos dias se intensificaram os combates entre o exército e grupos islâmicos que controlam o norte.

"Por causa da forte degradação da situação de segurança no Mali, são formalmente desaconselhadas as viagens, incluindo para Bamako, até nova ordem", indica um comunicado divulgado no site do ministério dos Negócios estrangeiros.

O mesmo texto recomenda "fortemente" aos franceses "cuja presença não seja indispensável" que "deixem provisoriamente" o país através das linhas aéreas comerciais.

"Recomenda-se aos compatriotas residentes extrema vigilância, que se mantenham informados da situação e respeitem todas as indicações de segurança da embaixada", acrescenta o ministério.

Nos últimos dias intensificaram-se, no centro do país, os combates entre o exército maliano e os grupos islamitas armados, que desde fim de junho controlam o norte do país e tentam avançar em direção ao sul.

O presidente francês François Hollande prometeu hoje responder ao pedido de ajuda das autoridades malianas, mas "estritamente no quadro das resoluções do Conselho de Segurança das Nações Unidas (ONU)".

"Os terroristas concentraram-se nos últimos dias na linha que separa artificialmente o norte do sul do Mali. Chegaram mesmo a avançar. Procuram desferir um golpe fatal na existência do próprio Mali", disse o presidente francês à margem da cerimónia de cumprimentos ao corpo diplomático no palácio do Eliseu.

Numa declaração adotada na quinta-feira a pedido de Paris, o Conselho de Segurança da ONU defendeu "o envio rápido" de uma força internacional para o Mali perante "a grave deterioração da situação" no terreno.

O envio da força de cerca de três mil homens, fornecidos por países da África Ocidental, foi autorizado pelas Nações Unidas a 20 de dezembro, mas a concretização poderá demorar semanas ou meses.

No entanto, um responsável militar maliano disse hoje, a coberto do anonimato, que já há militares europeus, incluindo franceses, no Mali para "repelir os avanços dos islamitas em direção ao sul".

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