'Ferry' tentou entrar em Itália com 1850 pessoas

As autoridades italianas proibiram a entrada nas suas águas territoriais de um "ferry" marroquino, com 1850 pessoas em fuga dos combates na Líbia, disse hoje um responsável portuário.

"A embarcação encontra-se ao largo das nossas costas, em águas internacionais", declarou à agência noticiosa francesa AFP Antonio Giummo, um responsável do porto de Augusta, na Sicília. "Eles pediram para entrar no porto e abastecer. Foram informados de que o Ministério do Interior italiano proibiu a entrada", acrescentou.

De acordo com media italianos, o "ferry" marroquino Mistral Express chegou proveniente de Tripoli com 1715 marroquinos, 39 líbios e 82 pessoas oriundas da Argélia, Egipto, Mali, Mauritânia, Síria, Sudão e Tunísia. O navio, que deixou no domingo Tripoli, terá sido fretado pelo governo marroquino para repatriar cidadãos em fuga da Líbia.

Questionado pela AFP, o Ministério do Interior italiano afirmou não dispor de mais informações sobre o "ferry" marroquino. De acordo com a agência noticiosa italiana ANSA, o ministério considerou não ter "certos elementos" necessários para aceitar a entrada do navio em águas italianas.

Desde o início da revolta na Tunísia, e depois na Líbia em meados de Fevereiro, a Itália depara-se com um afluxo de milhares de imigrantes que chegam sobretudo à ilha de Lampedusa, no sul da Sicília. Em Fevereiro, a Itália pediu ajuda à União Europeia (UE) para fazer face à chegada maciça de imigrantes clandestinos provenientes da Tunísia, tendo sido iniciada uma missão da Frontex, a agência de vigilância das fronteiras da UE.

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