Exército não será "implicado" nos conflitos no país

O Ministério da Defesa da Ucrânia afirmou hoje, em comunicado, que o exército não será "de modo algum implicado" no conflito registado no país. "As forças armadas não serão, de modo algum, implicadas no conflito político", refere o comunicado.

O Ministério da Defesa afirma que "os militares permanecem fiéis ao povo ucraniano" e termina o comunicado com a frase "Glória à Ucrânia", o slogan favorito dos manifestantes.

Entretanto, o presidente ucraniano, Viktor Ianukovich, negou hoje que pretenda renunciar ao cargo e sair do país em resposta à violência no país e que já provocou cerca de 100 mortos, segundo números da oposição e cerca de 80, segundo dados do governo.

Numa declaração transmitida pela televisão ucraniana, Ianukovich denunciou que houve "um golpe de Estado" em Kiev, mas foi desmentido de imediato pelo ministro dos Negócios Estrangeiros da Polónia, Radoslaw Sikorski.

"Não se trata de um golpe de Estado. Os edifícios governamentais foram abandonados. O presidente do Conselho foi legalmente eleito. O presidente Ianukovitch tem 24 horas para assinar a entrada em vigor da Constituição de 2004", escreveu o ministro polaco na rede social Twitter.

A Rússia denunciou hoje a atitude da oposição ucraniana depois do acordo assinado na sexta-feira com o presidente Viktor Ianoukovitch e adverte que existe uma ameaça à soberania dos pais.

"A oposição não só não cumpriu uma das suas obrigações, como agora apresenta novas exigências, submetendo-se a extremistas e saqueadores armados cuja conduta constitui uma ameaça direta à soberania e à ordem constitucional da Ucrânia", indica um comunicado do Ministério russo das Relações Exteriores.

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