Ex-prisioneiros da ETA exigem a libertação de todos

Várias dezenas de antigos presos pertencentes à ETA pediram hoje, num encontro inédito no País Basco, a "libertação" de todos os outros detidos do grupo separatista, espalhados por cadeias de Espanha e França.

Num texto lido à comunicação social em Durango, no País Basco espanhol, por Kubati, um militante histórico do grupo libertado em novembro, os antigos prisioneiros declararam concordar plenamente às posições expressas a 28 de dezembro pelo EPPK, o coletivo dos presos da ETA.

"Este ano de 2014 deve marcar a mudança na política penitenciária. Temos de acabar com a dispersão (dos detidos). Devemos repatriá-los e libertá-los até ao último deles", afirma o texto.

"Aceitamos todas as nossas responsabilidades pelas consequências do conflito", acrescentaram os antigos prisioneiros, exprimindo o seu "total compromisso" com o "novo panorama político" de rejeição da violência da esquerda independentista basca, hoje a segunda força regional.

Neste encontro estiveram 70 antigos prisioneiros da ETA, a maior parte deles libertados da cadeia desde outubro, depois de uma decisão do Tribunal Europeu dos Direitos do Homem sobre a "doutrina Parot", um sistema de aplicação de penas controverso em vigor em Espanha desde 2006.

Entre eles esteve "Kubati", José Antonio Lopez Ruiz, preso em 1987 e condenado a 1210 anos de prisão.

"Nós somos um grande número de pessoas que foram libertadas ao mesmo tempo, mas o número dos nossos companheiros presos em prisões espanholas e francesas é ainda maior e é urgente resolver este problema", refere o mesmo texto.

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