Ex-gerente do PP constituído arguido

O juiz espanhol Pablo Ruz constituiu hoje como arguido o ex-gerente do Partido Popular (PP), Cristóbal Páez, depois de receber um relatório policial que indicia a existência de uma "cadeia financeira de cobranças e pagamentos (...) à margem da contabilidade oficial".

Ruz, juiz de instrução do caso conhecido como Barcenas (nome do ex-tesoureiro do PP atualmente em prisão preventiva), cita ainda como arguido o arquiteto que reformou a sede do partido, Gonzalo Urquijo.

Segundo o relatório, é possível "confirmar a nível indiciário (...) a suposta existência por parte do Partido Popular de uma verdadeira cadeia financeira de cobranças e pagamentos contínua no tempo, à margem da contabilidade remetida pelo Partido Popular ao Tribunal de Contas".

Esta contabilidade, acrescenta, "teria sido utilizada no presente caso para atender a determinados pagamentos ao arquiteto e responsável pela empresa Unifica", que realizou as obras de reforma da sede entre 2005 e 2011.

Vários nomes de dirigentes do PP, incluindo o atual primeiro-ministro, Mariano Rajoy, surgem numa lista de pessoas que terão recebido fundos não declarados entregues por Luis Barcenas, tesoureiro e administrador do PP entre 1990 e 2009.

Tanto Rajoy como os restantes dirigentes acusados negaram já ter recebido fundos por declarar.

Em setembro, a Agência Tributária espanhola concluiu que nem o Partido Popular nem o presidente do Governo, Mariano Rajoy, ou outros dirigentes do partido - que alegadamente receberam dinheiro sem o declarar - cometeram qualquer delito fiscal.

Já em setembro Ruz considerou num outro auto que o arquiteto teria recebido, sem declarar, 30 por cento do valor do contrato feito com o PP.

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