EUA opõem-se a referendo de independência pedido por líder do Curdistão iraquiano

Os Estados Unidos manifestaram-se na quinta-feira contra o apelo do líder dos curdos iraquianos para um referendo sobre a independência, afirmando que o país só poderá conter os radicais do Estado Islâmico mantendo-se unido.

O presidente do Curdistão iraquiano, Massud Barzani, pediu na quinta-feira ao parlamento da região autónoma para realizar os preparativos para um "referendo sobre o direito à autodeterminação", numa altura em que o Iraque enfrenta uma ofensiva 'jihadista'.

Todavia, a Casa Branca, que tem trabalhado nos bastidores para tentar convencer os líderes sunitas, xiitas e curdos para formarem um governo unificado em Bagdade, não reagiu bem à ideia.

"Continuamos a acreditar que o Iraque é mais forte se permanecer unido", disse o porta-voz da Casa Branca Josh Earnest.

"É por isso que os Estados Unidos continuam a apoiar um Iraque democrata, pluralista e unificado, e vamos continuar a apelar a todas as parte no país para continuarem a trabalhar em conjunto para este objetivo", adiantou.

Massud Barzani já tinha afirmado, numa entrevista à BBC no início desta semana, que o Curdistão previa organizar nos próximos meses um referendo sobre a independência, considerado que a altura é adequada dado que o Iraque, na sua opinião, já está dividido.

Grandes áreas do território iraquiano escapam ao controlo do governo de Bagdad desde o lançamento, a 09 de junho, de uma ofensiva 'jihadista' liderada pelo grupo radical sunita Estado Islâmico.

A retirada das forças iraquianas no norte do país no início da ofensiva permitiu aos curdos assumir o controlo de zonas que Bagdad recusava entregar-lhes, a principal das quais a província petrolífera de Kirkuk.

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