EUA impõem sanções contra 11 responsáveis, incluindo Ianukovich

O Presidente norte-americano, Barack Obama, decretou sanções contra 11 altos responsáveis russos e ucranianos, incluindo o Presidente destituído pró-russo Viktor Ianukovich, em resposta ao referendo sobre a integração da península autónoma ucraniana da Crimeia na Rússia.

Sete altos responsáveis russos figuram entre os visados pelas medidas norte-americanas, nomeadamente o congelamento de bens, indicou a administração norte-americana.

Na lista constam os nomes do vice-primeiro-ministro russo, Dmitri Rogozine, da presidente do Conselho da Federação (câmara alta do Parlamento russo), Valentina Matvienko, de dois conselheiros próximos do Presidente russo, Vladimir Putin, e de dois deputados da Duma (câmara baixa do Parlamento russo).

Do lado ucraniano, as sanções de Washington abrangem dois líderes separatistas da Crimeia, o Presidente destituído pró-russo Viktor Ianukovich e um conselheiro do antigo governante.

O anúncio da administração norte-americana ocorreu momentos depois de a União Europeia (UE), através do chefe da diplomacia lituana Linas Linkevicius, ter confirmado a adoção de sanções contra 21 pessoas, russas e ucranianas, consideradas como responsáveis pela reunificação da Crimeia com a Rússia.

Fontes diplomáticas precisaram que as sanções europeias visam 13 responsáveis russos e oito ucranianos pró-russos.

Um total de 96,6% dos votantes da Crimeia votou a favor da reunificação com a Rússia no referendo de domingo.

O parlamento da Crimeia aprovou hoje em sessão extraordinária os resultados do referendo e, seguidamente, pediu ao Presidente russo, Vladimir Putin, para que aceite aquela república ucraniana no seio da Federação Russa.

O referendo é considerado ilegal pelas novas autoridades de Kiev e pela maioria da comunidade internacional. Só Moscovo defende que se trata de uma consulta "legítima".

As autoridades autónomas da Crimeia convocaram o referendo na sequência da deposição do Presidente ucraniano pró-russo Viktor Ianukovich, em fevereiro, após três meses de violentos protestos em Kiev, liderados pelas forças da oposição.

Depois da destituição de Ianukovich, forças pró-russas assumiram o controlo da península, localizada no sul da Ucrânia.

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