Escola Politécnica de Atenas ocupada

Cerca de 300 jovens conseguiram hoje ocupar a Escola Politécnica de Atenas, no centro da capital grega, a seguir a uma manifestação de estudantes em memória do adolescente morto há um ano por um polícia.

O grupo lançou cocktails Molotov contra as forças policiais que faziam um perímetro de segurança junto à escola, incendiando dois automóveis e vários caixotes do lixo. Importantes forças anti-motim foram então destacadas para reforçar a segurança no local, o bairro de Exarchia.

Esporadicamente, segundo jornalistas no local, grupos de jovens saem dos edifícios da escola para lançar pedras e «cocktails molotov» sobre as grades para a grande avenida para a qual o estabelecimento dá, fechada ao trânsito pela polícia.

A Escola Politécnica já tinha servido de refúgios aos manifestantes durante os confrontos que em Dezembro do ano passado se seguiram à morte de Alexis Grigoropoulos, de 15 anos.

Durante as manifestações de hoje, a polícia esforçou-se por impedir o acesso às universidades, em virtude de uma lei que limita consideravelmente acções policiais dentro dos estabelecimentos de ensino.

Essa lei, que a direita considera estimular a impunidade dos desordeiros, foi adoptada na sequência da violenta repressão da revolta estudantil contra a junta militar (1967-74) ocorrida na Escola Politécnica a 17 de Novembro de 1973.

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