"EIIL vai ser um terramoto na região do Médio Oriente"

Mariano Aguirre, diretor do Norwegian Peacebuilding Resource Centre (NOREF), esteve esta semana em Lisboa para participar no II Congresso Internacional OBSERVARE, organizado pela Universidade Autónoma, na Gulbenkian. AO DN falou sobre as tensões, conflitos e guerras que existem hoje no mundo, um século depois da Primeira Guerra Mundial. Na sua opinião, a progressão dos jihadistas sunitas do Exército Islâmico do Iraque e do Levante (EIIL), no Iraque e na Síria, é um dos maiores perigos que existem atualmente no Médio Oriente.

Um dos subtemas deste congresso OBSERVARE na Gulbenkian foi "das trincheiras aos drones". 100 anos após a I Guerra Mundial, vê os mesmos elementos que levaram ao conflito nalguma parte do mundo?

Há um certo grau de continuidade num confronto pelo controlo geopolítico. Mas há grandes diferenças também. O confronto não leva a conflitos armados entre alianças. Hoje em dia o confronto está noutros níveis. Onde há confrontos armados violentos é onde não houve uma configuração definitiva do Estado, seja no Mali, Iraque, Ucrânia, Sudão do Sul ou até mesmo na Colômbia.

Quando olha para a Ucrânia, Síria ou Iraque parece-lhe que hoje é mais difícil evitar a guerra do que construir a paz?

Há mecanismos para prevenir conflitos que são eficazes, as organizações regionais, as Nações Unidas, as relações entre Estados, ainda que não sejam visíveis. Mas quando aos Estados não consolidados se unem problemas de identidades, instabilidades económicas, sociais e políticas, isso faz com que seja mais difícil prevenir conflitos. Em geral, os políticos costumam reagir muito tarde. Veem o mundo muito a curto prazo. A ONU faz chamadas de atenção para políticas de prevenção às quais não se dá atenção.

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