Distúrbios alimentares dão convite para ser modelo

Um centro de tratamento de disfunções alimentares em Estocolmo denunciou hoje casos de pacientes que foram abordadas por "caça talentos" para serem recrutadas para agências de modelos.

"Eles [os caça talentos] estavam do lado de fora do edifício e esperavam que as raparigas saíssem do centro de tratamento", descreveu a diretora da instituição, Anna-Maria af Sandeberg, citada pela agência de notícias sueca TT.

Sem nomear as agências de modelos envolvidas, a responsável explicou que os casos aconteceram há sete meses e que os "caça talentos sem escrúpulos" conheciam as rotinas diárias das pacientes, entretando transferidas para outros centros de tratamento.

Uma das pacientes abordada estava numa cadeira de rodas por causa da extrema magreza, disse.

O responsável da empresa Elite Model em Estocolmo já classificou aquele método de recrutamento de "repugnante e imoral".

Os agentes da indústria da moda têm sido acusados de promover a magreza extrema ao contratarem modelos com corpos muito magros ou que sofrem de distúrbios alimentares, como anorexia e bulimia.

Em março passado foi editado o livro "The Vogue Factor", da antiga editora da revista Vogue Australia, Kirstie Clements, que denunciou casos dos bastidores da moda, do que faziam as modelos para se manterem magras ou encaixarem-se nos padrões exigidos.

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