Direita nacionalista apela à mobilização geral

"É a guerra! A sociedade ucraniana deve mobilizar-se ao máximo", indicou o partido nacionalista ucraniano Svoboda em comunicado, onde também apela ao presidente interino Olexandre Turtchinov para considerar o país em "estado de guerra" e "desencadear a mobilização geral".

O partido nacionalista ucraniano Svoboda e o grupo de extrema-direita Pravy Sector, na primeira linha da contestação na Ucrânia, apelaram hoje à "mobilização geral" após a aprovação pela Rússia de um "recurso à intervenção armada" no país.

"É a guerra! A sociedade ucraniana deve mobilizar-se ao máximo", indicou o Svoboda em comunicado, onde também apela ao presidente interino Olexandre Turtchinov para considerar o país em "estado de guerra" e "desencadear a mobilização geral".

O Pravy Sector (Setor Direita), grupo de extrema-direita que esteve na primeira linha dos violentos confrontos entre polícias e manifestantes nas últimas semanas em Kiev, com um balanço de dezenas de mortos nos dois campos, apelou aos seus apoiantes para "se mobilizarem e armarem com urgência" face à intervenção de Moscovo.

A câmara alta do parlamento russo aprovou hoje, por unanimidade, um pedido do presidente Vladimir Putin para autorizar "o recurso às forças armadas russas no território da Ucrânia".

Esta decisão seguiu-se horas depois da denúncia da Ucrânia, na sexta-feira, de que a Rússia fez uma "invasão armada" na Crimeia, península do sul do país onde se fala russo e está localizada a frota da Rússia do Mar Negro.

O Presidente ucraniano interino, Oleksandr Turchinov, já pediu a Vladimir Putin para "terminar imediatamente a sua agressão ostensiva e retirar os seus militares da Crimeia".

Depois de um apelo do Governo de Kiev, o Conselho de Segurança da ONU vai reunir-se hoje para uma segunda ronda de discussões em 24 horas devido à escalada de tensão na Ucrânia.

A AFP noticiou hoje a presença de dezenas de homens mascarados e com uniforme, mas sem qualquer insígnia, que tomaram posições junto ao edifício do parlamento regional da Crimeia.

Os dois movimentos da direita nacionalista ucraniana asseguraram a vigilância das barricadas durante os três meses de contestação no centro de Kiev, que culminou na destituição do presidente Viktor Ianukovitch em 22 de fevereiro.

Diversos membros do Svoboda, representado na Rada (Parlamento), integram o governo de transição designado na quinta-feira.

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