Diplomata: conflito Arménia/Azerbaijão está perto de terminar

Um diplomata sénior dos Estados Unidos disse quarta-feira que o Azerbaijão e a Arménia estão perto de terminar a sua longa disputa pela posse do enclave Nagorno-Karabakh.

Matthew Bryza afirmou que os dois países da antiga União Soviética estão "muito perto" de chegar a um pacto de paz, devido à mediação da Organização para a Segurança e Cooperação na Europa (OSCE).

Bryza é co-presidente do chamado grupo de Minsk, da OSCE, que está a acompanhar o conflito de Nagorno-Karabakh.

"O grupo de Minsk tem ajudado os dois presidentes a chegar muito próximo de um entendimento que lhes vai permitir a finalização de um acordo de paz", disse em Baku, Azerbaijão.

Bryza afirmou que os Arménia e Azerbaijão aceitaram os princípios de acordo contidos num documento assinado em Madrid, Espanha, bem como as amendas negociadas em Cracóvia, acrescentando que estes documentos podem dar as bases para se chegar a um acordo de paz.

Nagorno-Karabakh é um enclave no Azerbaijão que está sob controlo das forças étnicas arménias desde o conflito de seis anos que matou cerca de 30 mil pessoas e fez mais de um milhão de desalojados antes do acordo de paz de 1994.

Vários esforços internacionais, incluindo da Rússia, França, Estados Unidos da América e Organização de Segurança e Cooperação na Europa, no sentido de resolver o conflito, têm falhado e esta falta de consenso tem atrapalhado as negociações energéticas do Cáucaso.

O Azerbaijão mantém relações tensas com a vizinha Arménia, cujas tropas ocupam o enclave de Nagorno-Karabach, território azeri com população maioritariamente arménia. O conflito em torno desse território começou em 1989 e ainda está por resolver.

Recentemente, o Azerbaijão "protestou vivamente" contra supostas vendas de armas pela Rússia à Arménia, o principal aliado de Moscovo na região da Transcaucásia. O Presidente Aliev baseia a sua política externa no reforço dos laços com os Estados Unidos e Europa.

Porém, alguns analistas consideram que o crime poderá estar ligado ao papel desempenhado pelo general na aquisição de armamentos de vários tipos para o Azerbaijão. Nos últimos cinco anos, as despesas militares azeris quadruplicaram.

No relatório publicado em 2008, a organização internacional Grupo de Crise, com sede em Bruxelas, afirma que as forças armadas azeris estão minadas por "uma vasta corrupção", apelando a um maior controlo das despesas militares.

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