Destino do Governo ucraniano discutido para a semana

O parlamento ucraniano (Rada) vai reunir-se em sessão extraordinária na próxima semana para analisar a atual crise política e debater a permanência do governo do primeiro-ministro Nikolai Azarov, anunciou hoje o presidente do parlamento, Vladimir Rybak.

"Existem muitos assuntos que devem ser resolvidos no plenário e não nas ruas. A oposição e a maioria devem reunir-se e debater os problemas que surgem, a renúncia do governo e os problemas com as leis [que restringem o direito de manifestação] adotadas pela Rada", assegurou Rybak após uma reunião com o Presidente ucraniano, Viktor Ianukovich.

A convocatória da sessão extraordinária da Rada foi sugerida pelo chefe de Estado horas antes da reunião prevista com os três líderes da oposição parlamentar, que entre diversas medidas exigem a demissão do governo e a revogação da recente legislação que consideram repressiva.

"As desordens públicas dos últimos dias foram acompanhadas por violência, derramamento de sangue e incêndios. Esta situação exige uma solução imediata", disse Ianukovich ao presidente da Rada.

Após quatro dias de violentos distúrbios, com três mortos confirmados na quarta-feira, e ainda outras três vitimas segundo a oposição, Kiev registou hoje alguma acalmia, enquanto se aguarda a reunião desta tarde dos dirigentes dos três partidos da oposição com Ianukovich.

Os manifestantes e a polícia também celebraram uma trégua até às 20.00 locais (18:00 em Lisboa).

Vitali Klitschko, campeão mundial de boxe e dirigente do partido da oposição Aliança Democrática Ucraniana para a Reforma (UDAR) acrescentou que vão exigir ao Presidente a revogação das leis repressivas em vigor desde quarta-feira, a demissão do governo e eleições gerais antecipadas.

Em 16 de janeiro, a Rada aprovou um pacote de leis que endurecem as punições por manifestações não autorizadas e bloqueio de edifícios administrativos, e proibiu expressamente a instalação de tendas na cidade.

Os protestos antigovernamentais iniciaram-se em finais de novembro, após o governo de Ianukovich ter abandonado a assinatura de um acordo de associação negociado com a União Europeia e optado por um reforço das relações com a vizinha Rússia.

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