Deputados escolhem Presidente interino

Está em curso processo de formação de novo Governo e a manhã foi tranquila na capital, Kiev. Na residência do presidente destituído foram encontrados documentos que provam a prática de corrupção e listas de pessoas a vigiar.

O presidente do Parlamento ucraniano, Olexandre Turtchinov, vai assegurar a Presidência interina do país em substituição de Viktor Ianukovitch, destituído no sábado, segundo uma resolução votada hoje pelos deputados, que observaram o disposto na Constituição.

Está em curso o processo de formação de um novo Governo, a ser anunciado nos próximos dias e o secretário do Tesouro dos Estados Unidos, Jack Lew, declarou em Sydney, na reunião do G20, que o seu "e outros países estão prontos a ajudarem a Ucrânia no seu regresso à democracia, à estabilidade e ao crescimento". A nova conjuntura política e, em particular o fosso entre as regiões ocidentais e orientais da Ucrânia (as primeiras mais próximas da oposição, as segundas mais ligadas a Ianukovitch e à Rússia) e o que pode resultar desta divisão está a preocupar a comunidade internacional.

Por outro lado, o paradeiro do presidente afastado era desconhecido hoje de manhã. A sua última aparição pública foi ontem numa intervenção televisiva feita, precisamente, a partir de uma cidade na parte oriental do país.

As próximas presidenciais estão marcadas para 25 de maio e pensa-se que Iulia Timochenko, principal figura da oposição, apesar dos problemas de saúde, estará entre os candidatos.

A manhã foi vivida com tranquilidade em Kiev, apesar de permanecerem alguns milhares de pessoas na Praça da Independência (rebatizada Maidan durante o movimento de contestação a Ianukovitch) e reabriram os estabelecimentos comerciais nas proximidades. Estes tinham permanecido fechados no auge da crise.

A sede do partido comunista local, aliado do Partido das Regiões de Ianukovitch, foi saqueada e na residência deste, nos arredores de Kiev, foram descobertos documentos com detalhes sobre um sistema de luva e compra de favores, assim como uma lista de jornalistas a vigiar, escreve a AFP.

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