Cruz Vermelha não acompanha coluna humanitária russa

O Comité Internacional da Cruz Vermelha (CICV) anunciou hoje que os seus representantes não estão a acompanhar a coluna humanitária russa em território ucraniano porque não receberam "garantias de segurança suficientes".

"Não fazemos parte da coluna de nenhuma forma", disse a agências internacionais uma porta-voz da Cruz Vermelha, Viktoria Zotikova, depois de a organização ter escrito no Twitter que a "situação de segurança é volátil".

Uma equipa de responsáveis da Cruz Vermelha no terreno informou que, durante a noite, o bastião separatista pró-russo de Lugansk, para onde se dirigem os camiões russos, foi alvo de intensos bombardeamentos.

O governo ucraniano tinha posto como condição para a entrada da coluna humanitária que ela fosse acompanhada pelo CICV em território ucraniano, com um delegado da organização em cada camião.

Vários camiões de ajuda humanitária russa passaram hoje a fronteira ucraniana, no leste do país, pouco depois de Moscovo ter anunciado que não ia esperar mais para enviar ajuda para as zonas em dificuldade.

"Todos os pretextos para adiar a entrega de ajuda às zonas em situação de catástrofe humanitária estão esgotados. A Rússia decidiu agir. O nosso comboio, carregado de ajuda humanitária, dirige-se para Lugansk", um dos principais bastiões dos separatistas pró-russos no leste da Ucrânia, indicou o ministério dos Negócios Estrangeiros russo, em comunicado.

Alguns minutos depois deste anúncio, um fotógrafo da agência noticiosa francesa AFP disse ter visto uma dezena de camiões brancos, dos 300 que integram o comboio, passar a fronteira, e chegar à alfândega ucraniana.

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