Confirmado primeiro caso de ébola em Espanha

Uma auxiliar de enfermagem que tratou o missionário espanhol infetado na Serra Leoa e que morreu na capital espanhola, está infetada. Os dois testes deram positivo o que confirma o primeiro caso de ébola em Espanha e o primeiro em que o contágio aconteceu fora de África. A ministra da Saúde espanhola garante que não há perigo para a saúde pública.

O El Mundo avança que já foi ativado o protocolo de segurança de saúde no hospital onde a mulher está internada. A auxiliar foi uma das que tratou de Manuel García Viejo, missionário que foi infetado enquanto trabalhava na Serra Leoa. Foi transportado para Espanha onde faleceu há duas semanas.

"Chegou com febre ao Hospital Universitário Fundação de Alcorcón e fez testes epidemiológicos. Foram enviados para o Instituto Carlos III. O primeiro resultado foi positivo", confirmaram fontes das autoridades de saúde, citadas pelo El Mundo. Faltava conhecer o resultado do segundo teste, que foi entretanto confirmado.

A auxiliar de enfermagem (de 44 anos, casada e sem filhos) foi internada esta manhã (terá sido a própria a dirigir-se para o hospital) e ao ser confirmado que está infetada com o vírus do ébola, é o primeiro caso de contágio fora do continente africano. Até ao momento, todas as pessoas detetadas com o vírus, mesmo caso do norte-americano apenas descoberto quando já estava nos EUA, tinham sido infetadas em África.

O Ministério da Saúde está reunido de emergência e o ABC avança que já foi formado um gabinete de crise. É a terceira espanhola infetada, depois dos dois missionários contagiados no continente africano. A ministra da Saúde, Ana Mato, garantiu durante uma conferência de imprensa que apesar deste contágio em território espanhol, não há qualquer perigo para a saúde pública.

Está em curso uma investigação para perceber como aconteceu o contágio, assim como para descobrir as pessoas que estiveram em contacto com a auxiliar de enfermagem. Para já, 30 profissionais de saúde, que trataram dos dois espanhóis infetados que acabaram por falecer, estão a ser acompanhados e vão continuar a ser durante os próximos 21 dias, período de incubação do vírus.

Entretanto, o presidente do Conselho Geral de Enfermagem espanhol, Máximo González Jurado, pediu uma investigação detalhada, referindo que recebeu um relatório de um profissional de saúde, no qual era apontado que as medidas para proteger a saúde pública "são muito seguras", mas os protocolos do ponto de vista laboral apresentam "muitos problemas", escreve o El Mundo.

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