Comité de sanções libertou 18 mil milhões de Kadhafi

Sanções impostas ao regime de Muammar al-Kadhafi em Fevereiro visavam secar as fontes de financiamento do ditador líbio, que acabou por ser morto em confrontos com os rebeldes em Sirte a 20 de Outubro.

O comité de sanções do Conselho de Segurança para a Líbia libertou mais de 18 mil milhões de dólares de activos antes bloqueados ao regime de Muammar Kadhafi, afirmou hoje o "número dois" de Portugal na ONU.

O representante permanente adjunto de Portugal junto da ONU, João Maria Cabral, fez hoje o último «briefing» trimestral do ano ao Conselho de Segurança sobre os trabalhos do comité de sanções, uma semana após o levantamento de sanções ao Banco Central líbio e ao "braço" financeiro deste no estrangeiro, o Libyan Arab Foreign Bank, permitindo descongelar milhares de milhões de dólares a favor do novo governo líbio.

"O congelamento de activos já não se aplica a estas duas entidades. O comité vai continuar a trabalhar com o objecivo de garantir que todos os acivos congelados sejam disponibilizados tão rapidamente quanto possível em benefício do povo da Líbia", disse Cabral no Conselho de Segurança.

No total, os pedidos e notificações de descongelamento de acivos por Estados-membros ascende a "pelo menos 18 mil milhões de dólares" nos últimos meses, adiantou o diplomata português.

Impostas pelas resoluções 1970 e 1973, aprovadas pelo Conselho de Segurança em Fvereiro de 2011 no auge da repressão de manifestantes contra o regime de Muammar Kadhafi, as sanções visavam secar as fontes de financiamento do ditador líbio, que morreu em outubro depois de capturado pelos rebeldes.

Estima-se que nos Estados Unidos estejam acivos líbios avaliados em 30 mil milhões de dólares (23 mil milhões de euros).

Perto de 6,5 mil milhões de libras (7,74 mil milhões de euros) estão congelados no Reino Unido, de acordo com informação divulgada pelo Ministério dos Negócios Estrangeiros britânico.

O comité presidido por Portugal foi também encarregue pelo Conselho de Segurança de elaborar um relatório sobre a ameaça de proliferação de armas líbias, em particular mísseis terra-ar portáteis.

Um relatório sobre esta questão será submetido ao Conselho depois de fevereiro de 2012, disse ainda o diplomata português.

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