COI vai investigar caso de plágio do Presidente húngaro

O Comité Olímpico Internacional (COI) vai investigar o caso de plágio que conduziu hoje Pal Schimitt a apresentar a demissão do cargo de Presidente da Hungria, para decidir se pune aquele que é um dos seus membros mais antigos.

Schmitt, que pertence ao COI desde 1983, anunciou no parlamento húngaro a sua renúncia, depois de lhe ter sido retirado o título de doutor por plágio na tese.

Em comunicado, o COI revelou que pediu às autoridades húngaras que disponibilizem todos factos relacionadas com este caso, para depois decidir se deve punir Pal Schmitt, que também foi candidato derrotado à presidência do organismo, em 2001.

O escândalo rebentou quando a revista HVG indicou em janeiro que grande parte da tese do presidente foi copiada de diversas fontes, pelo que a Universidade de Medicina Semmelweis de Budapeste investigou o trabalho e decidiu na passada quinta-feira retirar-lhe o título.

No seu discurso, Schmitt, de 69 anos, assegurou que devido ao facto de o caso ter dividido a opinião pública do país e o presidente "simbolizar a unidade da nação" decidiu demitir-se.

"Nesta situação sinto que é minha obrigação terminar as minhas funções e demitir-me", afirmou.

Schmitt criticou a comissão que decidiu retirar-lhe o título, alegou que a medida foi tomada sem conhecer a sua posição e anunciou que vai recorrer da decisão levando o caso à justiça.

O senado da Universidade de Medicina Semmelweis de Budapeste retirou-lhe o título de doutor por considerar que tinha copiado grande parte da sua tese.

Schmitt foi eleito presidente em junho de 2010, com uma maioria de dois terços do partido conservador Fidesz, no poder.

Segundo a legislação húngara, o Parlamento tem agora um mês para eleger um novo Presidente.

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