Cimeira do Emprego sob protestos de manisfestantes

O arranque da Cimeira do Emprego, em Milão, foi ontem marcado pelos protestos organizados por vários sindicatos italianos. O encontro convocado pelo primeiro ministro italiano, com o apoio do presidente francês, juntou em Itália apenas 15 chefes de Estado ou de governo da UE.

François Hollande chegou ao Centro de Congressos de Milão com uma proposta concreta, para o reforço dos 6000 milhões de euros destinados no orçamento de longo prazo da UE para combater o desemprego.

"Há 6000 milhões de euros anunciados, a nível europeu, durante dois anos e isso não é suficiente. Temos de ir até 20 mil milhões e insistir na planificação dos investimentos da próxima Comissão e temos de coordenar a nossa política orçamental", defendeu o Presidente Francês.

A alguma distância dali, nas artérias da cidade, desfilavam vários milhares de manifestantes, descontentes com "a perda de direitos" laborais, para a qual o desemprego tem contribuído como "desculpa", não apenas no país governado por Mateo Renzi, mas "em toda a Europa".

"Da reunião dos Chefes de Estado [ou de governo] não esperamos nada. Sempre que se concluiu uma reunião destas é com decisões que não vão a favor dos trabalhadores", afirmou ao DN/Dinheiro Vivo Alberto Largui, um dirigente sindical da indústria metalúrgica, dizendo-se "preocupado com o desemprego, porque serve com a desculpa para cortar-nos nos direitos laborais".

Na Cimeira, os chefes de Estado ou de governo fizeram uma "avaliação da concretização dos compromissos acordados ao nível europeu, para promover o emprego jovem" e discutiram "experiências de cada país e as melhores formas de combater o problema", mas sem aprofundaram os compromissos já assumidos.

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