Carne de cavalo em hambúrgueres causa protestos

O primeiro-ministro britânico, David Cameron, mostrou-se hoje preocupado com a descoberta "extremamente perturbadora" de carne de cavalo em hambúrgueres, que deveriam ser 100 por cento de carne de vaca, vendidos em supermercados no Reino Unido.

A Autoridade de Segurança Alimentar da Irlanda (FSAI, na sigla em inglês) anunciou na terça-feira que até 29 por cento da carne de alguns hambúrgueres era de cavalo. Os investigadores também encontraram ADN de porco.

Os hambúrgueres congelados estavam à venda nas cadeias de supermercados Tesco e Iceland, na Grã-Bretanha e na Irlanda, e nas sucursais irlandesas do Lidl, Aldi e Dunnes. O Tesco é a maior cadeia de retalho britânica.

A FSAI disse que os hambúrgueres foram feitos em duas fábricas na Irlanda e uma no norte de Inglaterra.

De acordo com o ministro da Agricultura e Alimentação irlandês, Simon Coveney, a origem do problema parecia estar em produtos importados da Holanda e de Espanha.

Apesar de a carne de cavalo ser comum na Ásia Central, China, América Latina e algumas zonas da Europa, é considerada proibida para a maior parte dos consumidores britânicos e irlandeses.

Dos 27 produtos testados pela FSAI, dez continham ADN de cavalo e 23 de porco. E em nove daqueles dez, a carne de cavalo era menos de 0,3 por cento do conteúdo total.

No Parlamento, Cameron afirmou ter pedido à Agência de Controlo Alimentar para realizar uma investigação urgente. A agência esclareceu "não existir qualquer risco para a saúde pública, mas isto é completamente inaceitável".

Os supermercados Tesco e Iceland já anunciaram que vão suspender a venda dos produtos em causa.

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