"Carlos, o Chacal" confessa cem acções armadas

O terrorista venezuelano Ilich Ramírez Sánchez, também conhecido por "Carlos, o Chacal" disse hoje em tribunal ter participado numa centena de acções armadas entre 1971 e 1976, noticiou a agência Efe.

No Tribunal Criminal de Paris, onde está a ser julgado desde segunda-feira, "Carlos, o Chacal" não deu pormenores sobre nenhuma das operações, limitando-se a referir que não tinham sido apenas para a Frente Popular de Libertação da Palestina (FPLP). O acusado indicou ter pertencido à referida organização até 1976, altura em que formalizou na capital argelina a criação da Organização de Revolucionários Internacionalistas (ORI), da qual foi um dos seis membros fundadores e o dirigente mais conhecido.

Durante a sessão de hoje, dedicada ao exame da personalidade do arguido, "Carlos" declarou-se "emotivo", sublinhando, no entanto, que em combate tem "sangue frio". Por outro lado, negou ter concedido uma entrevista em 1979, publicada pelo jornal árabe El Watan el Arabi, em que supostamente reclamava a autoria de diversos atentados cometidos nessa década. "Nessa entrevista afirmam-se disparates", disse o terrorista venezuelano antes de o presidente do tribunal o ter confrontado com alguns manuscritos que estavam em poder do director da publicação, mais tarde alvo de um atentado.

"Carlos" está a ser julgado até 16 de Dezembro, acusado de inspirar e liderar o grupo terrorista ORI, ao qual se atribuem quatro atentados cometidos em França em 1982 e 1983, de que resultaram 11 mortos e cerca de 150 feridos. Preso em França desde o verão de 1994, "Carlos", 62 anos, cumpre já uma sentença de prisão perpétua, por ter morto em Junho de 1975 três homens na capital francesa, dos quais dois eram agentes secretos. Ainda hoje, o ministro do Interior francês, Claude Guéant, reagiu a declarações do presidente da Vanezuela, Hugo Chávez, afirmando que o terrorista Ilich Ramírez Sánchez está a ser tratado de acordo com as leis francesas.

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