Cardeal escocês admite "comportamento sexual" impróprio

O cardeal Keith O'Brien, que se demitiu no meio de denúncias de atos impróprios para com três padres e um antigo sacerdote, pediu o perdão daqueles que possa ter "ofendido", à Igreja Católica e à Escócia.

"Nos últimos dias, algumas acusações que foram feitas contra mim foram tornadas públicas. Inicialmente, a sua natureza anónima e não específica levaram-me a contestá-las", afirmou num comunicado emitido através da Igreja Católica da Escócia.

"Contudo, quero aproveitar esta oportunidade para admitir que houve ocasiões em que a minha conduta sexual ficou aquém do que era esperado de mim enquanto padre, arcebispo e cardeal", acrescentou o antigo arcebispo de St. Andrew e Edimburgo.

O cardeal tinha previsto reformar-se este mês, depois de cumprir 75 anos, tendo enviado com antecedência uma carta ao Papa Bento XVI. Contudo, depois de serem conhecidas as acusações contra O'Brien, este aceitou a demissão imediata, afastando o cardeal do Conclave que irá escolher o seu sucessor.

O semanário 'The Observer' revelou há uma semana que três padres e um antigo sacerdote se queixaram do comportamento impróprio do cardeal ao representante do Papa no Reino Unido, núncio Antonio Mennini, na semana antes de 11 de fevereiro, quando o Bento XVI anunciou que se iria afastar.

O ex-padre revelou que O'Brien se aproximou dele em 1980, depois das orações da noite, quando era seminarista no Colégio St. Andrews. Quando O'Brien chegou a bispo, resolveu deixar de ser padre. "Eu sabia que ele iria ter sempre poder sobre mim. Pensaram que eu tinha deixado de ser padre para casar. Não o fiz. Sai para preservar a minha integridade", terá revelado ao núncio.

Os outros padres falam em comportamento impróprio após as orações da noite, depois de uma noite a beber álcool e durante uma visita do cardeal à paróquia.

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