Bárcenas apresenta nova queixa contra Mariano Rajoy

O ex-tesoureiro do PP espanhol Luis Bárcenas, que está a ser investigado por alegada corrupção, apresentou uma queixa por maus-tratos laborais contra o partido do chefe do Governo espanhol Mariano Rajoy, noticiou o diário El País.

Barcénas geriu as contas do Partido Popular (PP) espanhol durante cerca de 18 anos e atualmente está a ser investigado por envolvimento num alegado esquema de pagamentos irregulares aos principais dirigentes do partido, entre 1990 e 2009, e que incluem o primeiro-ministro espanhol, Mariano Rajoy.

O diário El País avança que o antigo tesoureiro apresentou hoje uma queixa na Direção Geral do Trabalho em Madrid por considerar que a decisão do PP, que na semana passada decidiu alegadamente 'desocupar' o escritório que Bárcenas mantinha sede do partido, viola a "sua privacidade como trabalhador".

Esta denúncia surge após o Partido Popular espanhol ter afirmado em diversas ocasiões que Luis Bárcenas não mantinha qualquer vínculo laboral com o partido, desde que deixou o cargo de tesoureiro em março de 2010 devido ao seu envolvimento no caso de corrupção conhecido como "Gürtel".

A Direção Geral do Trabalho em Madrid já convocou o PP espanhol para contestar as acusações de Luis Bárcenas, refere o El País.

De acordo com a mesma fonte, desconhece-se ainda qual o responsável partidário que vai estar presente na reunião marcada para quinta-feira.

Entretanto, o Partido Popular espanhol apresentou uma demanda por violação do direito à honra contra a empresa detentora do El País, assim como contra o "autor dos falsos documentos divulgados que, segundo o referido órgão de comunicação, é Luis Bárcenas, apesar de este o ter negado publicamente perante o Departamento de Anticorrupção".

Esses documentos, conhecidos como "papéis de Bárcenas" e cujo conteúdo está a ser investigado pela procuradoria anticorrupção, referem alegados pagamentos aos principais dirigentes do partido entre 1990 e 2009.

O ex-tesoureiro Bárcenas já apresentara em finais de fevereiro uma queixa contra o partido do chefe de governo espanhol Mariano Rajoy por "despedimento improcedente" do cargo de consultor que ocupou entre março de 2010 e final de janeiro.

Posteriormente, apresentou uma segunda queixa, numa esquadra em Madrid, pelo alegado roubo de dois computadores que estavam no escritório que estava a usar na sede do PP na Calle Genova.

Citando fontes judiciais, o El País avançara que Luis Bárcenas recebeu, entre março de 2010 e janeiro de 2013, 21.300 euros mensais por exercer funções como consultor, informação que contradiz declarações dos principais responsáveis do PP que afirmam que desde 2010 que Barcenas não tem qualquer vinculo laboral com o partido.

Na queixa, ainda segundo o diário espanhol, Bárcenas acusa o PP de o ter dado de baixa da Segurança Social sem o seu consentimento, o que motivou a queixa contra o partido para o qual trabalhou durante quase 31 anos.

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