Autoproclamado autarca de cidade ucraniana rejeita acordos de Genebra

O autoproclamado autarca pró-russo da cidade ucraniana de Slaviansk, Viacheslav Ponomariov, rejeitou hoje os acordos assinados em Genebra, que obrigam as milícias pró-Moscovo a deporem as armas e abandonarem os edifícios públicos que tomaram de assalto.

"As decisões tomadas em Genebra foram feitas sem a nossa participação. Nós não temos nada a ver com isso", disse Ponomariov numa conferência de imprensa, citado pelas agências de notícias russas.

Ponomariov fez estas declarações depois dos representantes da missão da Organização para Segurança e Cooperação na Europa (OSCE) chegarem à cidade, com o objetivo de supervisionar o cumprimento dos acordos alcançados na passada quinta-feira, em Genebra - por Ucrânia, Rússia, Estados Unidos e União Europeia -- em relação à crise que vive a Ucrânia desde o final do ano passado.

Ao mesmo tempo, o líder ucraniano pró-russo reconheceu que está a espera de receber uma resposta de Moscovo à petição que enviou no domingo ao Presidente russo, Vladimir Putin, para deslocar forças de pacificação para o sudeste da Ucrânia.

Ponomariov sustenta que Slaviansk está sitiada por membros da organização ultranacionalista "Setor de Direita", força que atuou durante os distúrbios em Kiev, acusando-os de quebrarem a trégua ao atacar, no domingo, vários postos de controlo na cidade.

O líder negou que em Slaviansk haja tropas russas mas reconheceu que militares veteranos de outras antigas Repúblicas soviéticas responderam ao seu chamado.

Os representantes da OSCE reuniram-se hoje em Slaviansk com a autarca da cidade, Nelia Shtepa, que está retida há dias pelos rebeldes, que a acusam de trair o povo.

A Rússia comprometeu-se a persuadir as milícias pró-russas a deporem as armas e desalojarem os edifícios públicos em várias cidades do leste da Ucrânia, onde vivem vários milhões de cidadãos de etnia russa.

No entanto, os rebeldes pró-russos mantêm as suas posições e colocam condições que são consideradas inaceitáveis para Kiev.

Putin ameaçou Kiev, na semana passada, em exercer o direito outorgado pelo Senado russo para deslocar tropas ao país vizinho se não respeitarem os direitos da minoria russa no sudeste da Ucrânia.

CSR // HB

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