Ataque é "uma traição ao Islão", diz Cameron

O primeiro-ministro britânico David Cameron disse, após uma reunião do gabinete de crise Cobra sobre a morte de um soldado nas ruas de Londres, que este ataque é não só contra o Reino Unido e a sua forma de vida mas também "uma traição ao Islão e às comunidades muçulmanas" que deram tanto ao país.

"Não há nada no Islão que justifica este ato terrível", disse Cameron, diante do n.º 10 de Downing Street. "Não há absolutamente nenhuma justificação para estes atos cuja responsabilidade recai unicamente nas pessoas detestáveis que efetuaram este ataque terrível", afirmou.

"As pessoas que fizeram isto estão a tentar dividir-nos. Devem saber que alo como isto apenas nos vai unir mais, tornar-nos mais fortes", acrescentou o primeiro-ministro, dizendo que o Reino Unido jamais vai "entregar-se ao terror ou ao terrorismo".

Na quarta-feira, ao início da tarde, dois homens - alegadamente britânicos de origem nigeriana, segundo fontes citadas pela Reuters - atacaram um soldado à paisana no meio da rua, em Woolwich (sudeste de Londres), com facas e cutelos, matando-o.

Os suspeitos, que ficaram no local e pediram às pessoas que os filmassem e tirassem fotografias, foram depois atingidos a tiro pela polícia e detidos. A polícia levou nove minutos a chegar ao local e os primeiros agentes armados chegaram 14 minutos depois da primeira chamada para os serviços de emergência.

A vítima era um soldado, que já teria estado no Afeganistão. A sua identidade não foi ainda revelada a pedido da família.

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