Ataque a militar francês pode ter sido terrorismo

O Governo francês admitiu hoje que o ataque contra um militar que estava de patrulha no bairro de negócios de La Défense, nos arredores de Paris, pode ter sido um "ato terrorista".

O soldado francês de 23 anos foi atacado no sábado, por um homem desconhecido, que o golpeou com uma lâmina, ferindo-o no pescoço.

Hoje, o ministro da Administração Interna, Manuel Valls, admitiu, em declarações ao canal de televisão TV5, a existência de "elementos" que sustentam a hipótese de terrorismo, lembrando embora que a investigação ainda não está concluída.

"Não posso dizer mais nada neste momento, a investigação apenas começou", afirmou o ministro, recomendando "prudência".

Já no sábado o Presidente francês, François Hollande, tinha dito que não descartava "nenhuma hipótese" sobre o ataque. "Embora ainda não saibamos as condições nem as circunstâncias exatas da agressão, nem tão pouco a identidade do agressor, devemos analisar todas as hipóteses e não descartar nenhuma", vincou.

Manuel Valls confirmou alguns dados sobre o procurado agressor: é um homem, tem 25 a 30 anos, estava vestido ao estilo árabe e agrediu o soldado com uma arma branca.

As autoridades francesas continuam a procurar o suspeito, que se pôs em fuga depois de atacar o soldado pelas costas.

As operações estão a cargo da secção antiterrorismo do tribunal de Paris, que está a analisar os vídeos das câmaras de segurança da zona de La Défense e do metropolitano, junto ao qual o soldado foi atacado.

O soldado, pertencente a um regimento dos Alpes e elemento de uma patrulha de vigilância integrada no plano de reforço do alerta antiterrorista, foi levado para o hospital militar de Percy, na capital francesa, onde deverá ter levado pontos pelo corte no pescoço.

O ministro da Defesa francês, Jean-Yves Le Drian, que visitou o soldado no hospital, no sábado, declarou, à saída: "Quiseram matá-lo por ser militar."

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