Atacantes queriam "derramar sangue", diz ministro russo

O ministro russo dos Negócios Estrangeiros, Sergei Lavrov, comentou hoje que a multidão de ucranianos que atacou a embaixada de Moscovo em Kiev queria invadir o complexo e provocar "derramamento de sangue".

"Os nossos diplomatas sentem que os atacantes pretendiam apoderar-se da embaixada", disse Lavrov, citado por agências de notícias, que acrescentou: "Também há razões para acreditar que eles queriam ver derramamento de sangue".

Nacionalistas empunhando cartazes onde se lia "Kremlin -- tira as mãos da Ucrânia" treparam a grade à volta do complexo onde se situa a embaixada russa em Kiev, no sábado, enquanto outros partiram vidros do edifício com pedras e viraram carros de diplomatas.

O protesto, aparentemente espontâneo, ocorreu depois de ter sido abatido um avião militar ucraniano no este da Ucrânia, causando a morte a 49 soldados, e que levou o recém-eleito Presidente, Petro Poroshenko, a prometer uma "resposta adequada" aos rebeldes pró-russos responsáveis pelo ataque.

Kiev acusa a Rússia de abastecer os rebeldes com armas com o objetivo de desestabilizar a Ucrânia, após a sua decisão de procurar uma aliança com o Ocidente.

Lavrov também comentou uma frase do seu homólogo ucraniano, Andrii Deschitsia, que apelidou o Presidente russo, Vladimir Putin, de imbecil, quando falava com os manifestantes em Kiev, apelando para que não invadissem o complexo da embaixada russa.

Deschitsia "permitiu-se fazer comentários que ultrapassam todas as linhas da decência", considerou Lavrov.

"Não sei como trabalharemos com ele a partir de agora", disse o chefe da diplomacia russa.

JH // JLG

Lusa/fim

Este texto da agência Lusa foi escrito ao abrigo do novo Acordo Ortográfico.

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