Associações muçulmanas condenam "assassínio bárbaro"

Associações muçulmanas britânicas condenaram hoje o "assassínio bárbaro" de um soldado britânico cometido na quarta-feira por dois presumíveis islamitas radicais e pediram aos meios de comunicação que não se precipitem a fazer julgamentos.

Segundo imagens divulgadas pelos 'media' britânicos, o ataque foi perpetrado com um machado e uma faca no bairro de Woolwich, no sudeste de Londres, por dois indivíduos de origem possivelmente nigeriana que invocaram Alá ao cometer o crime.

Num comunicado, o Centro Islâmico de Greenwich qualificou o assassínio de "tragédia horrível e lamentável" e assegurou que a comunidade muçulmana está "profundamente chocada e entristecida por ter presenciado um crime terrível".

Referindo-se aos incidentes registados na quarta-feira à noite em duas mesquitas em Inglaterra, os quais levaram à detenção de duas pessoas, o Centro Islâmico pediu aos 'media' que "não se apressem a fazer juízos" e a esperarem pelas conclusões finais da polícia, "neste momento de confusão, incerteza e emoção".

O Conselho Muçulmano do Reino Unido também condenou "sem reservas" o assassínio do soldado, que qualificou de "ato bárbaro, sem qualquer justificação no Islão".

Tim Stevens, bispo anglicano de Leicester (centro de Inglaterra), instou todas as comunidades religiosas do país a manter a calma perante o "horrível assassínio".

Este tipo de atos "visam dividir as nossas comunidades", afirmou o bispo, apelando também aos cidadãos que se "mantenham calmos e unidos".

O jornal britânico The Independent noticia hoje que o antigo líder de uma organização islamita proibida, chamada Al Muhajiroun, reconheceu um dos suspeitos do ataque, com quem disse ter participado em reuniões da organização.

Anjem Choudary, o antigo dirigente da Al Muhajiroun, disse que o suspeito era conhecido como Mujahid e era "um rapaz agradável e tranquilo" que se converteu ao Islão em 2003.

"Era um tipo completamente normal, simplesmente interessado no Islão, em memorizar o Corão. Desapareceu há uns dois anos e não sei que influências teve desde então", disse.

Fundada em 1993 pelo islamita Omar Bakri Muhammad, a organização tornou-se conhecida por ter justificado os atentados de 11 de setembro de 2001 e fomentar a retórica radical islâmica no Reino Unido.

Depois do ataque, a polícia disparou contra os dois suspeitos, que estão hospitalizados, e aumentou a segurança junto dos quartéis de Londres.

Dois homens atacaram na quarta-feira, em pleno dia, um soldado no bairro de Woolwich, no sudeste de Londres, matando-o enquanto invocavam Alá, tendo as autoridades britânicas considerado o ato como um possível ataque terrorista.

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