Acordo entre governo e partidos será "bastante difícil"

O embaixador de Portugal em Atenas acredita que será "bastante difícil" o governo grego chegar a um acordo com os partidos políticos para aprovar as medidas de austeridade suplementares, no valor de seis mil milhões de euros.

"Vai ser bastante difícil [chegar a um acordo]. Tem havido divergências muito profundas entre o Governo socialista e a Nova Democracia, o principal partido da oposição na Grécia", afirmou aos jornalistas, em Atenas, Alfredo Duarte Costa.

O diplomata acredita que um acordo com a Nova Democracia, a esquerda e a extrema esquerda "vai ser extremamente difícil", uma vez que apenas "dois pequenos partidos do centro-direita estão dispostos a cooperar".

A Grécia anunciou a 18 de maio medidas de austeridade suplementares, no valor de seis mil milhões de euros, para cumprir o objectivo de atingir um défice de 7,4 por cento do Produto Interno Bruto (PIB) em 2011.

O ministro das Finanças grego, Georges Papaconstatinou, afirmou, na altura, que as medidas passam por aumentar as receitas e diminuir as despesas, contemplando o aumento da carga fiscal e também reformas relativas à função pública, nomeadamente a não substituição de funcionários que se reformem.

Já no domingo, Georges Papandreou advertiu que a Grécia vai entrar em colapso caso não receba em Junho o quinto trecho da ajuda externa, no valor de 12 mil milhões de euros.

O governo de Atenas recebeu até ao momento 53 mil milhões de euros do total da ajuda externa acordada com os parceiros europeus e FMI, no valor de 110 mil milhões de euros.

Em Junho, o Estado grego espera receber outros 8.700 milhões de euros por parte dos parceiros europeus e 3.300 milhões do FMI.

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