75 pessoas nas negociações de coligação na Alemanha

A União Democrata-Cristã (CDU) da chanceler alemã Angela Merkel e a sua congénere União Social-Cristã da Baviera (CSU) iniciaram hoje negociações com o Partido Social-Democrata (SPD) para formar um Governo até ao Natal.

A primeira reunião das respetivas delegações, destinada a estabelecer um calendário e a agenda das próximas rondas, juntou 75 pessoas dos três partidos na sede da CDU e durou 90 minutos.

Após a reunião, os secretários-gerais das três formações -- Hermann Groehe (CDU), Alexander Dobrindt (CSU) e Andrea Nahles (SPD) -- destacaram à imprensa a vontade comum de fechar um acordo de coligação, ultrapassando para isso as diferenças em matéria fiscal e laboral.

Os secretários-gerais são responsáveis pela coordenação de um total de 12 grupos de trabalho, cabendo aos líderes partidários -- Merkel, o bávaro Horst Seehofer e o social-democrata Sigmar Gabriel - a condução das negociações e, caso seja necessário, a procura de consensos.

Os partidos preveem que as negociações ao nível dos grupos de trabalho levem quatro a seis semanas e que os 75 representantes se reúnam duas vezes por semana.

Uma vez alcançado um acordo, o SPD comprometeu-se a submetê-lo a consulta aos seus 470.000 militantes, o que deverá ocorrer no início de dezembro e levar previsivelmente duas semanas, dado que o sistema escolhido prevê o voto por correspondência e a participação mínima de 20% dos militantes.

No passado fim de semana, a convenção do SPD aprovou o início de negociações mas condicionou-as a várias exigências, a principal das quais é a definição de um salário mínimo interprofissional de 8,5 euros/hora para combater a crescente precariedade laboral.

Até lá, as três formações terão levado o princípio de um acordo de coligação aos respetivos congressos federais -- o do SPD, marcado para 14 a 16 de novembro, e o da CDU/CSU, entre 18 e 25 de novembro.

As eleições legislativas de 22 de setembro na Alemanha deram a vitória à CDU/CSU, com 41,5% dos votos, a cinco lugares da maioria absoluta. O SPD obteve 25,7%, os Verdes 8,4% e o Partido Liberal, até então parceiro de coligação da CDU, ficou-se pelos 4,8%, aquém do limiar mínimo da representação parlamentar.

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