36 ucranianos voluntários para combater na Crimeia

Está em constituição junto da comunidade ucraniana em Portugal uma unidade de combatentes voluntários para acorrer à defesa do país "em caso de ataque russo". A iniciativa partiu dos manifestantes que, na passada quarta-feira, se manifestaram junto da embaixada da Rússia em Lisboa.

"Até agora inscreveram-se 36 pessoas, homens entre os 30 e os 50", explicou ao DN o responsával da Associação dos Ucranianos em Portugal, Pavlo Sadokha. "Esta é uma iniciativa que partiu dos manifestantes e nada tem a ver com a embaixada" da Ucrânia em Portugal, disse Sadokha. O risco não é apenas uma ocupação militar russa da Crimeia, considera aquele; o que está em preparação "é um conjunto de provocações que levem a Rússia a ocupar as regiões orientais", de maioria russófona e russófilas.

A iniciativa surgiu na manifestação da passada quarta-feira junto da embaixada russa em Portugal pelos ucranianos que aí se reuniram para protestarem contra a atuação de Moscovo na Crimeia.

O facto destes grupos de voluntários estarem abertos apenas a homens foi muito criticado por algumas das mulheres presentes, admitiu Sadokha, mas trata-se de uma decisão pensada: "a guerra deve ser combatida pelos homens. Não vamos destruir famílias inteiras", explicou o responsável da associação.

Grupos como aquele em formação em Portugal estão a "constituir-se em Espanha, Itália e na Polónia", mas o objetivo é "apenas partir" quando "houver guerra". "Estas são pessoas patriotas e corajosas, se estão dispostas a deixarem as famílias" e enfrentarem os "perigos da guerra". Aquele ucraniano espera, contudo, que a pressão "dos países democráticos possa parar a Rússia, e aí já não vamos precisar destes voluntários".

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