103 vítimas do acidente com o avião identificadas

Os especialistas identificaram 103 dos 104 dos corpos, recuperados este ano, das vítimas do voo da Air France que caiu em maio de 2009, ao largo da costa brasileira, informou hoje a Associação Ajuda Mútua e Solidariedade.

O voo da Air France (Airbus A330), que fazia a rota Rio de Janeiro-Paris, sobrevoava o Oceano Atlântico quando desapareceu dos radares na noite de 31 de maio de 2009 com 228 pessoas a bordo.

Além dos 104 corpos resgatados este ano, outros 50 já tinham sido encontrados em operações anteriores entre os destroços do avião e retirados do mar.

Entre as vítimas de 32 nacionalidades, estão 59 brasileiros e 72 franceses.

O presidente da Associação Ajuda Mútua e Solidariedade, dedicada à memória das vítimas, Robert Soulas, referiu que nas próximas horas as famílias das vítimas serão informadas a respeito desse assunto e que, nas próximas semanas, está previsto que se realize a entrega dos corpos.

A associação acrescentou, num comunicado, que não vai fazer nenhum comentário adicional e pediu aos órgãos de comunicação social "que nesse momento de recordação e recolhimento, preserve-se a intimidade das famílias, dolorosamente esmagadas nestes longos meses de espera."

O Tribunal de Instância Superior de Paris tem a responsabilidade de decidir se irá lançar uma nova missão de resgate para localizar os restantes corpos, mas segundo Soulas, não há ainda uma decisão a respeito.

A última fase da operação de recuperação dos corpos foi finalizada em Junho e, segundo o Ministério dos Transportes francês, custou seis milhões de euros.

As autoridades francesas decidiram recuperar os corpos do voo depois de comprovar que seria possível identificá-los através de testes de ADN, apesar de terem passado quase dois anos e estarem a uma profundidade de quase quatro mil metros no mar.

É esperado que o Escritório de Investigação e Análises (BEA), encarregado de descobrir as causas do acidente, publique, no primeiro trimestre de 2012, o seu relatório definitivo sobre os motivos da queda do avião.

O BEA, num relatório preliminar, indicou que os pilotos não adoptaram os procedimentos adequados nos últimos minutos de voo, após terem ocorrido dois incidentes: a perda de indicadores de velocidade - para a qual não estavam preparados - e a perda de sustentação (velocidade aerodinâmica) da aeronave, que resultou numa queda repentina de altitude do aparelho.

O documento foi bastante contestado por várias associações de familiares das vítimas do voo A330, pela Air France e pela Airbus, as empresas que estão a ser processadas pelo acidente.

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