Trabalhador alerta para fuga de gás antes de explosão

Uma das vítimas mortais da explosão de sábado numa refinaria venezuelana chegou a alertar para a existência de uma fuga de gás, que estaria a pôr em perigo a sua vida, numa mensagem hoje divulgada pelas redes sociais.

"Gás metano a 24 por cento, gás H2s (sulfureto de hidrogénio) a 4 por cento, estamos a morrer", foi a mensagem colocada por Rigoberto Colina Garcia, de 28 anos, na sua última atualização do perfil do Blackberry Messenger, na noite de sexta-feira, horas antes de ocorrer a explosão.

Segundo a imprensa venezuelana, Rigoberto Colina Garcia trabalhava com mais quatro companheiros (igualmente mortos) em Puramim, uma empresa especializada no engarrafamento e comercialização de lubrificantes industriais, situada dentro do Centro Refinador de Paraguaná, onde se encontra a refinaria que explodiu.

Francys Rodríguez, a noiva de Garcia, já comentou a ocorrência e acusou a empresa de "negligência", porque depois da saída do pessoal do turno da manhã, permitiu que os (trabalhadores) do turno seguinte entrassem ao trabalho em condições perigosas.

Pelo menos 41 pessoas morreram na sequência da explosão na Refinaria de Amuay, em Paraguaná, no Estado venezuelano de Falcón, 450 quilómetros a oeste de Caracas.

Este número de vítimas mortais faz parte do novo balanço da Proteção Civil, que encontrou hoje dois novos cadáveres debaixo dos escombros do antigo destacamento 44 da Guarda Nacional Bolivariana, a polícia militar que fazia guarda às instalações do Complexo Petrolífero de Paraguaná.

Fontes não oficiais dão conta da existência de "um forte cheiro nauseabundo" na localidade, sintoma de que possam existir mais vítimas mortais.

No Hospital de Coromoto, morreram hoje dois dos feridos que ali se encontravam para tratamento de queimaduras provocadas pela explosão.

Por outro lado, pelo menos quatro pessoas de uma mesma família estão dadas como desaparecidas. Trata-se de familiares de um agente da Guarda Nacional que na sexta-feira o foram visitar em Falcón, para ir à praia.

Segundo o ministro da Energia e Petróleo venezuelano, Rafael Ramírez, pelas 01:11 horas locais de sábado (06:44 horas em Lisboa) explodiu a Refinaria de Amuay (450 quilómetros a leste de Caracas), depois de uma fuga de gás propano cuja origem está por determinar.

A explosão "gerou uma nuvem, que depois explodiu e provocou incêndios em pelo menos dois tanques da refinaria e nas áreas circundantes".

As autoridades venezuelanas confirmam que a explosão provocou pelo menos 40 mortos e mais de 80 feridos.

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